Segundo o site http://g1.globo.com/pernambuco/noticia:
Manifestantes queimaram pneus e fecharam novamente a Avenida II Perimetral Norte, que dá acesso ao Aterro Sanitário de Aguazinha, nesta quarta-feira (9)
Manifestantes queimaram pneus e fecharam novamente a Avenida II Perimetral Norte, que dá acesso ao Aterro Sanitário de Aguazinha, nesta quarta-feira (9)
.Moradores e catadores de resíduos sólidos voltam a protestar por conta da desativação do Aterro Sanitário de Aguazinha, em Olinda, na tarde desta quarta-feira (9). Mais cedo, eles colocaram fogo em pneus e fecharam a Avenida II Perimetral Norte, que dá acesso ao aterro. O lixão teve as atividades encerradas por determinação da Agência Pernambucana do Meio Ambiente (CPRH).
Não há informação de quantas pessoas participam do ato, mas motoristas e moradores das imediações enviaram vídeo para o WhatsApp da TV Globo relatando que o trânsito estava complicado no local. O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 14h10 para apagar as chamas e desobstruir a pista. Uma viatura seguiu para o local e finalizou o combate ao fogo por volta das 15h30.
No ato desta manhã, os organizadores alegaram que a Prefeitura de Olinda encerrou as atividades do lixão, mas não fez o cadastramento das famílias que vivem na área e dependem da coleta de resíduos para sobreviver. Eles também reivindicam que o poder público indique alternativas de trabalho para os catadores.
Em nota, a Prefeitura de Olinda esclarece que o "município realizou um cadastramento dos catadores que atuavam no local". Ao todo, 73 pessoas, incluindo crianças, foram registradas pelos técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Social Cidadania e Direitos Humanos.
O governo aponta ainda que foi promovida uma reunião nesta terça, "para processo de amparo, que envolve a capacitação dos catadores, inscrição em programas sociais, matrícula das crianças em escolas, acompanhamento de saúde, entre outras medidas", buscando profissionalizar os cadastrados para incluí-los em cooperativas que trabalham com coleta seletiva e outras instituições que exercem empreendedorismo ambiental.
O aterro
O lixão de Aguazinha foi cenário de uma série de denúncias sobre tratamento de resíduo irregular e incêndios, além de registrar famílias morando no lugar. O anúncio da desativação ocorreiu na terça-feira (8), durante uma reunião entre o prefeito, Professor Lupércio (SD), e secretários de governo. O aterro funcionava na II Perimetral Norte. Com cerca de 120 mil toneladas de lixo, o local não contava com tratamento dos resíduos. O solo foi contaminado pelo chorume, um líquido altamente tóxico, que caía no riacho, seguia pelo Rio Beberibe e corria para o mar.
De acordo com a Prefeitura de Olinda, o município foi multado em R$ 800 mil pela CPRH, que também bloqueou o repasse de R$ 6 milhões por ano, referentes ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ambiental.
A administração municipal precisou fazer um contrato de emergência com uma empresa para levar o lixo para o Aterro Sanitário Norte, que fica em Igarassu.
Comentários
Postar um comentário